Vantagens e desvantagens do vestido tomara que caia

Vantagens e desvantagens do vestido tomara que caia

O modelo tomara que caia é clássico, fresquinho e faz bonito no verão, mas, muitas vezes, pode despertar insegurança na noiva. Incomodadas, algumas mulheres ficam puxando o vestido para cima durante o evento, mesmo sabendo que ele não vai cair. Por isso, o UOL Casamento conversou com estilistas renomados que tiraram todas as dúvidas sobre o modelo preferido das noivas, citando os prós e contras da peça.

Pontos positivos

Fafi Vasconcellos, estilista conhecida por criar vestidos para noivas bem moderninhas, diz que «o modelo faz muito sucesso, porque valoriza as formas e destaca o colo bronzeado da brasileira». A peça também «realça a elegância e feminilidade da noiva», segundo o designer de vestidos Lucas Anderi.

E para garantir que o tomara que caia fique confortável, o ideal é que o modelo seja feito exclusivamente para a noiva. Se ela não puder investir em um estilista, basta agendar alguns ajustes com um costureiro de confiança. Outra sugestão é usar um corpete por baixo, já que o acessório ajudará a «prender» ainda mais a peça ao corpo.

No entanto, a modelagem costuma vestir bem em praticamente todo tipo de mulher. «A peça pode ser adaptada para gordinhas e magrinhas e ainda faz sucesso por alongar o pescoço e valorizar o colo e o rosto», explica Gisele Dias, estilista da grife A Modista, especializada em vestidos de noiva com inspiração vintage.

«É uma aposta fácil, porque veste a mulher do colo para baixo. Com isso, ela fica mais livre para escolher o penteado e os acessórios, o que facilita muito na hora de compor todo o visual», lembra o estilista Samuel Cirsnanck.

O tomara que caia ainda pode ser adaptado de diversas maneiras. «Detalhes como fitas, flores, brilhos e o material utilizado na confecção do vestido irão sinalizar qual é o estilo da noiva», diz Penha Mara, estilista da grife Pó de Arroz.

O modelo que deixa os ombros de fora também serve de base para diversas customizações, como a aplicação de alcinhas ou mangas removíveis. «São truques que ficam ótimos e mudam completamente o visual, se for o desejo da noiva», conta Gisele Dias.

Desvantagens

Embora seja chamado de tomara que caia, ele pode dar bastante sustentação, mas precisa ficar bem preso e ajustado na cintura, para não atrapalhar a noiva.

Para a estilista Fafi Vasconcellos, o tomara que caia veste melhor as sortudas de cintura fina. «Também é um pouco mais complicado para mulheres de tronco muito curto.» «Não indico muito para mulheres com seios grandes», acrescenta o estilista Lucas Anderi.

«É essencial cuidar para que os braços e as costas estejam bem cuidados durante o casamento», lembra Fafi, já que toda a parte de cima do corpo fica exposta. Por isso, para clientes que precisam esconder a «gordurinha» saliente na região das axilas, Cirnansck sugere uma cava para limpar a região e esconder tudo.

«Também é preciso evitar que o recorte do tomara que caia seja muito baixo» aconselha o estilista de Juliana Paes e outras famosas.

Postura
Para vestir bem esse tipo de modelito, a noiva também deve ficar atenta a outros detalhes que nada têm a ver com o vestido. A boa postura faz diferença total na hora de vestir a peça, assim como também disfarça a barriguinha.

Manter os ombros para trás e encaixados, evitando uma postura com ombros caídos para frente, é outra regra básica. «A boa postura também evita o ‘gordinho’ no cantinho dos braços, que tanto incomoda as mais vaidosas», completa Gisele.

Tecido ideal
Qualquer tecido pode ser usado para revestir a estrutura de um tomara que caia. O importante é que a peça tenha o formato ideal para a noiva se sentir segura e que fique bem presa ao corpo.

Se a mulher tiver busto grande, deve evitar modelos com bordados e aplicações exageradas na região, optando por um tecido liso. «Abusar das texturas e aplicações funciona mais para quem tem pouco busto, pois o truque serve para dar volume», ensina Penha Mara.

Para o verão, Samuel Cirnansck indica tecidos opacos e secos, que são os que ele mais gosta de usar. «Atualmente, uso muito crepe, que é poroso, não dá brilho e não reflete a luz. Evito o cetim, que é um tecido com muito brilho.»

Já as rendas e outros acabamentos vão definir a fluidez e a leveza do vestido. «A mesma modelagem pode ter um aspecto romântico, sexy ou ousado. O tomara que caia é democrático e atende
às necessidades das noivas», garante Gisele Dias. E Cirnansck finaliza: «A noiva não pode deixar de usar o modelo dos sonhos, basta acertar nos truques para obter um resultado satisfatório.»

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